22 janeiro 2011

Sobre minha falta de inspiração

Já faz (faz, ou fazem?) quase dois anos que eu criei o Macbeth-Circus. Mas eu me considero blogueira há mais ou menos uns 8 meses, ou, melhor dizendo, desde que eu caí num metablog pela primeira vez (foi o Dicas Blogger), e a partir daí, meu mundo se abriu. E de uns 6 meses pra cá é que eu tenho de fato acompanhado mais blogs, e experenciado melhor a blogosfera como um todo. Então, devido a minha curta estada nesse mundo, eu não poderia dizer se sempre foi assim ou se isso é novo: Todo mundo fala da falta de inspiração.

Claro que não é o tempo todo, nem é todo mundo mesmo, mas quase todos os dias chegar no meu leitor de feeds alguém se queixando da falta de assunto, ou dicas para vencer a falta de assunto, lugares para encontrar temas para postagem, e por aí vai. Até ouvi falar de uma iniciativa do WordPress que sugeria um tema diário especificamente para que as pessoas atualizassem todos os dias, o que me pareceu até uma idéia interessante, tipo uma imensa blogagem coletiva... 

Eu acho que eu já criei e matei pelo menos meia dúzia de blogs por essa questão da "falta de inspiração", esse é o primeiro que dá certo (eu quero acreditar que meu blog tá dando certo, me deixem viver o sonho), e eu ainda sofro constantemente de falta de inspiração, mas bem menos do que eu imaginava. 

Essa semana eu reparei que quase todos os dias eu tive uma idéia pelo menos "legalzinha" pra um post, e deixo passar. Sim, eu sou culpada. Motivo? Vadiagem. 

Eu sou daquelas pessoas que invariavelmente passam o dia inteiro ocupadas, e no fim do dia não fizeram nada. Nessas férias, por exemplo, minhas primeiras com um notebook só meu, onde eu tenho acesso ilimitado à internet, eu passo 90% do tempo on-line. Só saio para dormir, tomar banho, me alimentar, e realizar algumas tarefas ou minha mãe corta a internet. É uma vida difícil. Então eu simplesmente deveria ter um assunto novo para escever a cada meia hora, no mínimo. O dia inteiro tem pessoas compartilhando coisas interessantes no twitter, nos blogs, nos sites de noticias, e isso sem nem pensar no mundo off-line. Claro que nem tudo vale a pena o post, é melhor não criar nada do que criar páginas de saída. Mas, pô!

Eu sei que em breve vou acabar criando uma tag no blog chamada juroquedessavezeuvoumesmopostardireito, de tantas vezes que eu disse isso, mas também, as crianças mente aos pais incessantemente as mesmas mentiras (vou arrumar meu quarto; vou fazer a lição de casa) e eles fingem que acreditam, então, eu também posso. Não é como se desse para piorar, anyway. Vou tentar. Estou tentando agora mesmo, escrever mais para amanha. Quem sabe. 

Não quero deixar o texto muito longo, porque Deus meu professor de redação diz que não é legal. Qualquer dia falo sobre isso (anotando o tema). Boa Madrugada!

28 dezembro 2010

Fast Blogging x Slow Blogging

Eu quase nunca apareço por aqui. Eu tenho mais posts me desculpando pela minha ausência (e prometendo mais posts) do que qualquer outro tipo. Por isso, talves, eu me oponha tão fortemente a trivializar meus posts quando eu posto. E eu sei que as vezes meus textos são longos, ou cansativos, mas eu preciso escreve-los assim. Eu sempre fui uma slow blogger. Para quem não sabe o que significa, slow blogging é um movimento de blogueiros que defendem uma blogosfera talves menos frequente, mas com mais conteúdo. Trocando em miudos, é blogar menos, mas blogar melhor. Ao invés de postar imagens engraçadas, videos e ou piadinhas, que são tão comuns hoje, e movimento sugere que nos voltemos aos textos bem feitos, pensados, e que costumavam habitar a blogosfera nos seus primórdios. 

Isso não significa ser melhor ou pior do que os fast bloggers, que são o oposto dos slow blogger. Os fast bloggers costumam ser mais frequantes, e constantes nas suas postagens, e constância é um ponto importante na hora de fidelizar leitores. E mesmo os blogs que só publicam imagens e videos engraçados, amealhados na internet, não são de todo ruins. Todo mundo gosta de uma diversãozinha básica, uma descontraida no meio do stress do dia-a-dia. Essa é, na minha visão, a função primordial deles: distrair.

Por outro lado...
Tem essa garota, que tem um blog que eu não vou publicar porque não tenho a devida autorização, que, na minha opinião, tinha um blog que era um primor. Eu cheguei a me inspirar um pouco nele na hora de escrever para o Macbeth-Circus... Ela era um pouco como eu: passava longos períodos afastada do blog, apesar de eu a ver ativamente no twitter todos os dias... Em certo momento eu achei que ela tinha largado de vêz...
Aí de repente, ela voltou. Mas ela não era mais ela. Se antes ela postava pouco, pelo menos os posts dela eram invariavelmente interessantes. Agora toda vez que abro meu Reader, lá está ela, com pelo menos uns 10 posts novos todos os dias. Ela até escreveu um post falando sobre isso, dizendo que ela ia ser menos exigente com ela mesma, a partir daí, e postar com mais freqüência. Ela esta cumprindo as duas promessas. E sabe de uma coisa? Eu acho que vou parar de acompanhar o blog dela. Ficou chato. Ficou repetitivo. Como um milhão de outros blogs por aí. Ela mal comenta o que posta lá.  Não faz mais sentido seguir.

Eu tenho de 100 a 200 novos posts para ver todos os dias. É muito? É. E as vezes, eu simplesmente me canso e deleto alguns. Adivinha? Os Fast Bloggers vão primeiro. Sem dó nem piedade. É muito mais dificil você ter um fast blog interessante do que ter um slow blog interessante. E achar fast blogs interessantes é quase impossivel. 

Apago mesmo. E pra falar a verdade, até agora, nenhum fez falta.

13 dezembro 2010

Dezessete anos - Parabens para mim!


Estou feliz de estar postando esse post agora, ao invés de 24 horas atrás, porque eu editei tudo e cortei um monte de merda. 

Eu sei que é bobagem, mas de alguma forma, 17 parece ser muuuuito mais do que 16. Paranóia minha, mas é como se eu tivesse mudado completamente de faixa etária, e estivesse muito mais próxima do mundo dos adultos do que na semana passada. Como se eu nem fosse uma adolescente mais. 

Isso meio que cria um monte de dúvidas na minha cabeça a respeito do meu suposto fracasso como rebelde sem causa. Eu não enchi a cara até cair no chão. Eu não fugi de casa as sete horas da manha do dia errado. Não tive meu tão sonhado cabelo verde, ou uma tatuagem secreta horrível pra eu me arrepender pro resto da vida. Eu não perdi a virgindade com um estranho num bar, nem fui iludida por um falso "amor da minha vida", nem troquei ela por entradas de show, nem nada de legal que possa ser feito com virgindades em geral... Meu grande amor foi platônico. 

Não cometi nenhuma barbaridade nem fiz nenhuma loucura, salvo aquelas de um tempo tão longínquo que eu nem me considerava adolescente ainda. 

Não mudou nada de ante-ontem pra hoje, mas eu me sinto uma verdadeira anciã. Me sinto como se agora, aos 17, eu não pudesse mais fazer nada disso. Estou me dirigindo para o grande e temido ano do vestibular, ano em que as pessoas tem que ficar em casa e estudar, e fazer as coisas direito. No ano sem diversão. No ano do pesadelo. No ano assexuado. No ano em que sobreviver sem pirar será um desafio. Não é um ano pra se fazer coisas ridículas e correr riscos. É um ano pra ficar bem quietinha.

Só que depois do 17° ano tem algo pior ainda: o 18° ano. 

Aos 18, você não tem tempo pra fazer bobagem. Aos 18, você tem que aprender a dirigir, começar o primeiro ano na faculdade ou então (argh!) cursinho, ou seja o que for que você planejou pra sua vida. O que importa, é que você não pode mais ficar brincando de casinha, pelo menos não se você tem algum amor próprio. É hora de definir o que quer da vida (de verdade) e colocar em prática. É hora de começara se virar, pra comprar seu primeiro carro, e colocar combustível nele. Pra alugar um apartamento minúsculo que será compartilhado por 4 pessoas, e brigar com elas todos os meses quando ameaçarem cortar seu telefone. Você pode conseguir pular algumas dessas fases, se seus pais puderem te ajudar, ou se você estiver na condição privilegiada de ser bem remunerado ainda jovem. Ou você pode morar com seus pais até os 30 anos, a vida é sua. Mas não são esses os meus planos.

De modo que basicamente esse é o último ano cheio de problemas antes de alguns anos com problemas maiores ainda. O que é que eu vou fazer?!

Tá, eu sei que eu sou muito nova pra considerar minha vida acabada, e que uma boa parte desse post foi do mais puro e nobre mimimi. Mas poxa! A vida passa muito rápido! Mal se tem tempo de pensar e o tempo já se foi!

Enfim, novamente, feliz aniversário para mim, feliz aniversário pra minha amiga jú, e feliz aniversário para todos que fazem aniversário hoje, ou que se sentem prematuramente em uma crise de meia-idade. Parabéns para nós!

01 novembro 2010

Meu partido é um coração partido


Votei. Arrasada. Decidi meu voto 3 minutos antes de entrar na seção eleitoral. Eu moro a 3 minutos da minha seção eleitoral. Foi minha primeira eleição. "Que merda!". Me pergunto, são todas assim?

Eu podia ter votado tanto na Dilma quanto no Serra, que a sensação ia ser a mesma. Tanto no PT quando no PSDB. Por que hoje é a mesma merda. Porque já fazem muitos anos que o PT não é mais esquerdista de verdade. E eu me pergunto se algum dia o PSDB foi social-democrata. A Dilma não conta pro povo que ela ganhava um salário de rico na Petrobrás, conta? O Serra não é de gritar que ele vai lotear o brasil e atirar para os abutres estrangeiros, é? Minha sensação hoje foi de que qualquer que fosse o resultado dessa votação, seria uma derrota para o Brasil e uma derrota pessoal. Derrota Brasileira porque simplesmente não havia nenhum candidato que não embrulhasse o estômago. Derrota pessoal porque a eleição veio e se foi, e eu não tenho uma opinião formada.

Esse mês eu questionei, pela primeira vez na vida, a opinião familiar vigente há mais de 20 anos de que PT = núcleo malvado da novela, PSDB = os ursinhos carinhosos. Eu fui obrigada a jogar fora a certeza de uma vida inteira e tive uns 3 meses para tentar reorganizar meus pensamentos acerca de política. Eu fiquei razoavelmete segura em votar Marina Silva no primeiro turno. Eu sentia tamanha antipatia pelos outros dois, que a existência dela era um alivio. Uma fuga. Eu sabia que os outros dois não prestavam, então ia votei nela. Não pesquisei, não investiguei, não me dei ao trabalho. Eu confiei cegamente na novidade, no inédito. E em que deu? Alguém tem visto dona Marina ultimamente? Ela sumiu! assim que perdeu a eleição, ela deu pra traz. Ela preferiu calar a boca a apoiar qualquer candidato. Ela preferiu defender sua carreira aos seus ideais. Pois é. Pra mim, Marina Silva foi a maior surpresa e a maior decepção dessa eleição. Ela defendeu por toda a campanha que os eleitores precisam se expressar, mas na hora dela, ficou quieta. 

E o que mais me frustra é que eu posso voltar a votar nela no futuro. Isso porque parece não haver nenhum candidato melhor agora, e eu duvido que haja depois. Essa campanha me pareceu quase uma grande conspiração, com manipulação de todos os lados, sem inocentes. Eu lia uma noticia e me perguntava "o quanto disso é verdade?" Eu recebia e-mails e não sabia se era real, ou se era manipulação barata. o blog Imprença mostrou, na real, as alterações feitas na noticia do "ataque" ao Serra. Naquela noite, eu comentei com meu pai o assunto, e ele disse: "É melhor assim, porque se 'o ataque' for fraco, não tira voto da Dilma". Ou seja, a verdade não importa mais, mesmo, o que importa é vencer. Se for preciso soltar umas mentirinhas por aí, em nome do bem maior... Não se engane, eu sempre soube que a imprensa é tucana, mas dessa forma escancarada, eu fiquei, sim, chocada. Também houve o choque de valores entre o pensamento do meu pai e o meu. Meu pai queria Serra, de qualquer maneira. Eu não.

E qual era a alternativa? A Dilma, manipulada pelo Dirceu, e toda a corja? A Dilma sem habilidades sequer de fingir que sabe o que está fazendo? A suposta terrorista? Mas ela é mesmo terrorista? Tudo o que eu sei sobre o PT agora é distorcido, corroído pelo excesso de informação de um milhão de fontes onde nenhuma é confiável... Pessoas em quem confio e que admiro me mostraram supostos dados do governo Lula, que me fariam até desejar sua permanência, mas como eu lido com esse preconceito entranhado que eu tenho, que me impede de ver com clareza?

Não digo com isso que acho que a Dilma presta. Não digo que o Serra preste. Não direi que a Marina prestava. É uma eleição sem opçoes. Disse no twitter, e repito aqui: Só sairia satisfeita desse dia se o Nulo ganhasse esse ano. 
Não sei se a Vitória da bruxa me entristece mais do que entristeceria a vitória do vampiro. Só sei que foi um Halloween negro.

No primeiro turno, sai da seção eleitoral com sentimento de direito exercido.Do segundo, com pensamento de "Acabou, o que está feito está feito, e dane-se" 

Devia mais é ter curtido o #potterday, jogado mais farmville, dormido das 8 da manha até a manha seguinte, e fingido que está eleição não era comigo. Deprimente. Viva a Democracia!


>

24 outubro 2010

10 coisas que quero fazer antes de morrer

Não sou boa em escrever sobre meus sentimentos. Minto. Não sou boa em digitar sobre meus sentimentos. Eu tenho um “diário”, de verdade, de papel, onde eu derramo minha alma e um pouco mais do que vier no momento. Já tentei substituir esse diário por uma versão digital várias vezes, mas alguma coisa, quando eu começo a escrever no computador, me trava, não sai nada. Não sei se é porque o computador não é tão pessoal quando o caderno, se minha digitação deixa a desejar. O que eu sei, é que quando eu resolvo registrar como estou me sentindo, é o meu caderninho de capa vermelha em frangalhos que eu quero abrir, e não um arquivo do Word. E quando eu digito, nunca parece tão espontâneo, ou tão sincero quanto no papel. É um trauminha bobo que eu vou ter que superar com o tempo.
Tem dias em que me incomoda. Tem dias em que tudo me incomoda. Eu reflito um pouco sobre minha vida, ou meu futuro, e pronto, emice depressão imediata. Pareço uma menininha mimada, que percebe que seus sonhos não vão todos se realizar como tinha planejado. As vezes eu fico histérica com isso. Então eu tento organizar meus planos, pra ver se eles ficam um pouco mais realizáveis. Outra tática que eu uso é criar metas objetivas que sejam quase impossíveis (pra mim), de forma que o resto dá a impressão de ficar um pouquinho mais próximo. Seguem abaixo algumas metas meio megalomaníacas, que eu bolei hoje. Se eu conseguir atingir todos os objetivos antes de morrer, serei uma mulher realizada:

1° - Posar nua. E veja bem, não falo de assinar um contrato milionário com a Playboy ou outra revista qualquer. É uma expressão de exibicionismo, mesmo. Em todos os langeriedays da vida, eu fico tentada. Em outros dias, eu penso em suicide girls e outras coisas assim. Ainda falta a coragem, mas um dia eu chego lá, pode esperar.

2° - Aprender a dançar. Dança do Ventre, dança clássica, ballet, street dance, pole dance, tango, samba, flamengo, valsa, tudo. Sou louca por dança, mas meu corpo tem a flexibilidade de uma taboa. Uma tragédia.

3° - Sair pelo mundo. Só com um amigo e uma mochila nas costas. Eu levarei um gravador para fazer um diário, e uma câmera fotográfica. Depois publicarei um livro que milhões de pessoas que não tem coragem oportunidade de fazer o mesmo comprarão e ficarei rica. #brinks

4° - Dar uns pegas na Ulorin Vex. Não que eu seja uma obcecada que fica fuçando o myspace, o twitter, os sites e sabe-se mais o que dela. Longe de mim.

5° - Me mudar. Quero morar numa casa projetada por mim, que seja atemporal, com muita luz e janelas enormes. Uma mistura de moveis antigos e modernos, que de alguma forma ficará ótima. Um jardim enorme, com dois daqueles cachorros da Lady Gaga e uma profusão de gatos.

6° - Dar aula no cursinho. Quantas professoras de cursinho você conhece? Pois daqui a alguns anos, eles vão ter que me engolir.

 7° - Ser colunista da Playboy. Digam os conservadores o que quiserem, a Playboy é uma das revistas de maior qualidade, no Brasil pelo menos. Tem muito mais cultura em uma Playboy do que em todas as “Caras” já publicadas, e conteúdo muito mais inteligente e alternativo.

8° - Ser senadora. Certo, talvez nem tanto, mas algum cargo no legislativo eu ainda vou alcançar. Tenho uma paixão por política, que ainda não está completamente madura, mas não tenho peito pra tentar algo no executivo – e eu ainda quero ter uma vida normal.

9° - Escrever alguns livros. Se o Paulo Coelho pode Depois de uma vida como essa, eu terei muita experiência para compartilhar, e não é certo que eu prive o público dessa experiência, ou dos meus IMENSOS talento e imaginação.

10° - Ser entrevistada pela Playboy. Com certeza, milhares de pessoas estarão loucas pra ouvir a história da minha vida, e eu não posso deixar o público na mão. Seria egoísmo meu. Por isso mesmo que eu também vou publicar minha auto-biografia, um volume de 1735 páginas, que contemplará minha história desde de os 4 anos, quando entrei na escola e comecei a contar os anos. Será um sucesso.