21 março 2009

Virgem...



Existe um lugar, onde não há ceu nem chao, onde não existe luz nem escuridão, não existe nada senão limbo branco por todos os lados, onde não se define o que esta acima e o que esta abaixo.

Esparramada por esse não-lugar há uma suave cobertura de seda branco-perolada. Sobre ela, uma menina de não mais que 15 anos, cuja pele aveludada é tao alva quanto as proprias nuvens.
Seus cabelos são vermelhos da cor do sangue, que não mancha seus sonhos, compridos, deixados displicentemente desarrumados, pelas suas costas. Seus olhos são grandes e cor de caramelo, mostrado que ela de nada desconfia a sua volta. Ela está segura ali. Ela se sente segura. Ela não vê em seu corpo nu a figura madura de uma mulher que ela ira se tornar. Sentada sobre aquela cama imaginada, ela acaba de acordar sem conhecer seu futuro e seu passado. Ela só sabe o presente. E ela não sabe, nao vê, não toma conhecimento da malicia que pode provocar num homem. Ela é só uma criança. Ela é um bebe neste corpo de mulher. Alguem lhe deu uma arma. Ela a ergue diante dos olhos e adimira seus entalhes, seu cabo de madrepérola, sem saber que tem nas mão todo o destino e o fim de uma vida...