06 abril 2009

O navio da Solidao...


Esse é um conceito que me acompanhou por meses... É uma forma de pensamento meio estranha. Eu estava na 8º serie, num período meio acabado. Decepcionada com o mundo. Com as pessoas, com a televisão. Era uma revolta geral contra tudo e contra todos. Mas uma revolta passiva. Eu estava "perdendo minha fé na humanidade" e me sentia sozinha. Separada de todos por um cordão de isolamento. Mas em silencio. Passara a fase do "Eu quero matar todo mundo", e no lugar ficara um sentimento enervante de "nada farei, porque não vai adiantar nada". Eu não queria fazer nada. Eu não estava bem, e não queria melhorar, porque achava que não dava para ficar pior, então está tudo bem.

E não sei de onde me veio a inspiração do Navio. De repente eu sabia que era isso. Um navio transitório, que passa de um lugar para o outro, as vezes parando, as vezes seguindo, as vezes acompanhado de outro navio, e as vezes levando esse ou aquele tipo de pessoa. Eu me sentia Como um navio. E naquela hora, eu era o navio que seguia em círculos pelos mesmos mares, sem encontrar ninguém, porque não sabia o que estava procurando. Eu era o Navio da Solidão.

E tão do nada me veio esse pensamento, do nada me veio a certeza. Era isso. Descobri. Eu sabia, eu sentia que era verdade. Eu fiquei super inspirada, e achei o máximo. Eu anexei "Navio da Solidão" à minha assinatura. (Eu tenho às vezes esses rompantes de entusiasmo que devem me deixar parecendo meio louca).

Hoje eu tava pensando nisso. Nessa coisa toda. Porque apesar do fanatismo passar, eu ainda acho que seja verdade. Você pode ser o "Navio da Gloria", ou o "Navio da Felicidade", mas tudo são marés passageiras, e nada é permanente. Então tome cuidado, para não se desviar da sua rota, porque, para usar a expressão "Essa coisa foi feita para afundar".