06 maio 2010

Zoomorfia

Vou voltar a postar. Talvez não com a frequencia que deveria, mas vou.
Chega de assuntos tristes =)

Eu escrevi um artigo imenso e confuso no meu computador esses dias (querendo publica-lo aqui), mas eu estive refletindo e vou colocar somente a conclusão dele.
Fala sobre roubo. Tomar o que é do outro por força ou trapaça. Num paralelo, fala da ideia de lutar pela pessoa que você ama. Não pode ser errado lutar pelo amor. Se você quer alguem, e sua felicidade depende disso, você tem que ir atraz, não é?
Mas e se essa pessoa estiver com outra? Ainda é certo quere-la? É certo brigar por ela? Mas qual é a diferença entre tomar uma pessoa (Leia-se conquistar. Ningém está dizendo pra sair por ai atraz da mulher amada e lhe dar uma porretada na cabeça. Sejamos civilizados.) e tomar um objeto. É claro que uma pessoa não pertençe a outra como um objeto, mas na parte ideológica da coisa...

E ai eu escrevi mais de quatro páginas onde, de alguma forma, parecia que afinal o roubo não era errado. Era só uma questao de conquistar o seu objetivo. Mas agora...

O que é mais humano do que o amor? Mais caracteristico da nossa especie do que nos relacionarmos com outros não por interesse ou conveniencia?
Não é o roubo que está certo. É o amor que está fuginda das leis da civilidade. O amor é que é um sentimento selvagem e feroz, que não respeita coisa alguma, que devora e destroi sem se importar com o próximo. O amor é que é o crime.
Porque quando amamos, não somos humanos, somos animais.