24 outubro 2010

10 coisas que quero fazer antes de morrer

Não sou boa em escrever sobre meus sentimentos. Minto. Não sou boa em digitar sobre meus sentimentos. Eu tenho um “diário”, de verdade, de papel, onde eu derramo minha alma e um pouco mais do que vier no momento. Já tentei substituir esse diário por uma versão digital várias vezes, mas alguma coisa, quando eu começo a escrever no computador, me trava, não sai nada. Não sei se é porque o computador não é tão pessoal quando o caderno, se minha digitação deixa a desejar. O que eu sei, é que quando eu resolvo registrar como estou me sentindo, é o meu caderninho de capa vermelha em frangalhos que eu quero abrir, e não um arquivo do Word. E quando eu digito, nunca parece tão espontâneo, ou tão sincero quanto no papel. É um trauminha bobo que eu vou ter que superar com o tempo.
Tem dias em que me incomoda. Tem dias em que tudo me incomoda. Eu reflito um pouco sobre minha vida, ou meu futuro, e pronto, emice depressão imediata. Pareço uma menininha mimada, que percebe que seus sonhos não vão todos se realizar como tinha planejado. As vezes eu fico histérica com isso. Então eu tento organizar meus planos, pra ver se eles ficam um pouco mais realizáveis. Outra tática que eu uso é criar metas objetivas que sejam quase impossíveis (pra mim), de forma que o resto dá a impressão de ficar um pouquinho mais próximo. Seguem abaixo algumas metas meio megalomaníacas, que eu bolei hoje. Se eu conseguir atingir todos os objetivos antes de morrer, serei uma mulher realizada:

1° - Posar nua. E veja bem, não falo de assinar um contrato milionário com a Playboy ou outra revista qualquer. É uma expressão de exibicionismo, mesmo. Em todos os langeriedays da vida, eu fico tentada. Em outros dias, eu penso em suicide girls e outras coisas assim. Ainda falta a coragem, mas um dia eu chego lá, pode esperar.

2° - Aprender a dançar. Dança do Ventre, dança clássica, ballet, street dance, pole dance, tango, samba, flamengo, valsa, tudo. Sou louca por dança, mas meu corpo tem a flexibilidade de uma taboa. Uma tragédia.

3° - Sair pelo mundo. Só com um amigo e uma mochila nas costas. Eu levarei um gravador para fazer um diário, e uma câmera fotográfica. Depois publicarei um livro que milhões de pessoas que não tem coragem oportunidade de fazer o mesmo comprarão e ficarei rica. #brinks

4° - Dar uns pegas na Ulorin Vex. Não que eu seja uma obcecada que fica fuçando o myspace, o twitter, os sites e sabe-se mais o que dela. Longe de mim.

5° - Me mudar. Quero morar numa casa projetada por mim, que seja atemporal, com muita luz e janelas enormes. Uma mistura de moveis antigos e modernos, que de alguma forma ficará ótima. Um jardim enorme, com dois daqueles cachorros da Lady Gaga e uma profusão de gatos.

6° - Dar aula no cursinho. Quantas professoras de cursinho você conhece? Pois daqui a alguns anos, eles vão ter que me engolir.

 7° - Ser colunista da Playboy. Digam os conservadores o que quiserem, a Playboy é uma das revistas de maior qualidade, no Brasil pelo menos. Tem muito mais cultura em uma Playboy do que em todas as “Caras” já publicadas, e conteúdo muito mais inteligente e alternativo.

8° - Ser senadora. Certo, talvez nem tanto, mas algum cargo no legislativo eu ainda vou alcançar. Tenho uma paixão por política, que ainda não está completamente madura, mas não tenho peito pra tentar algo no executivo – e eu ainda quero ter uma vida normal.

9° - Escrever alguns livros. Se o Paulo Coelho pode Depois de uma vida como essa, eu terei muita experiência para compartilhar, e não é certo que eu prive o público dessa experiência, ou dos meus IMENSOS talento e imaginação.

10° - Ser entrevistada pela Playboy. Com certeza, milhares de pessoas estarão loucas pra ouvir a história da minha vida, e eu não posso deixar o público na mão. Seria egoísmo meu. Por isso mesmo que eu também vou publicar minha auto-biografia, um volume de 1735 páginas, que contemplará minha história desde de os 4 anos, quando entrei na escola e comecei a contar os anos. Será um sucesso.